FLAGRANTES DA BIOLOGIA APRESENTA IMAGENS ESPETACULARES: VÍDEOS,SITES,INFORMAÇÕES,CURIOSIDADES E FOTOS PRODUZIDAS PELAS LENTES By Anderson Grapiúna*
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
TERMOS EM CLADÍSTICA
- AUTAPOMORFIA - É um carácter derivado que está presente, exclusivamente em um único táxon terminal de um determinado cladograma. Serve como distinção entre grupos (espécie, família gênero).
- APOMORFIA - Termo designado para definir uma característica mais recente derivada de uma característica primitiva de uma espécie ancestral.
- PLESIOMORFIA - Termo empregado para designar uma característica considerada primitiva que foi modificada a outra mais recente dentro de uma linhagem.
- SINAPOMORFIA - Conjunto dos caracteres que, surgindo ao longo da evolução, mantém-se em diversos grupos.
- SIMPLESIOMORFIA - É um carácter homólogo compartilhado quando é plesiomórfico.
CLADÍSTICA
A cladística é um método de análise das relações evolutivas entre grupos de seres vivos, de modo a obter a sua genealogia.*
Foi Willi Hennig, nascido em Dürrhennersdorf a 20 de abril de 1913, quem desenvolveu as idéias que levariam a criação da cladística, apresentando-as de forma sumária na sua obra "Grundzüge einer der Phylogenetischen Systematik" (1950).
Usada pelos investigadores a mais de 50 anos, somente nos últimos 20 anos, tornou-se popular e utilizada de forma quase universal. A cladística se assenta no princípio fundamental de que os organismos devem ser classificados de acordo com suas relações evolutivas e que a forma de descobrir essas relações é analisando aquilo que se designa como caracteres ancestrais "primitivos" e caracteres derivados "evolutivos".
Ela se diferencia das outras correntes de sistemática por usar apenas caracteres derivados apomórficos (apomorfia) que ocorrem em mais de um grupo, ou seja, estados primitivos de caracteres plesiomórficos (plesiomorfia) não podem ser usados para definir grupos, e caracteres derivados que ocorrem em um único grupo autopomórficos (autopomorfia) não entram na análise.
Uma das dificuldades é identificar qual é efetivamente o estado plesio e apomórfico de um caracter, e isso pode ser feito de duas formas principais: inferindo diretamente, por dados paleontológicos, sobre o estado primitivo, ou usando na análise um "grupo irmão externo" (outgroup), próximos aos grupos estudados entretanto ainda assim claramente distinto deles. A exemplo disso temos as Briófitas poderiam ser usadas como grupo externo em uma análise cladística de Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas. Os caracteres ancestrais são as características dos seres vivos (plantas ou animais) que todos os elementos de um dado grupo possuem. Por exemplo, o caráter 4 membros é ancestral nos mamíferos, os quais herdaram este caráter do seu ancestral comum (possivelmente um protomamífero ou, alternativamente, um réptil semelhante a um mamífero).
No entanto, estes caracteres ancestrais não são úteis na análise das relações dos organismos de um determinado grupo já que, se tentar elaborar uma análise dos mamíferos, esse carácter não nos servirá de nada se procurarmos saber qual espécie se relaciona com qual. Para os biólogos que utilizam a cladística esses caracteres designam-se plesiomórficos (plesiomorfia) e quando esse carácter é partilhado por todos os membros do grupo a que pertencem, designam-se simplesiomórficos (simplesiomorfia). Quanto aos caracteres derivados "evoluidos"etc designam-se (apomorfia) e, se pertencem apenas ao grupo a ser estudado denominam-se autapomorfias. Por exemplo, o caráter obrigatório "bípede"(deslocação sobre dois membros) é uma característica dos hominídeos (homem), que não é partilhada com os demais primatas (macacos), tratando-se de uma autapomorfia. Se, por outro lado, o carácter derivado serve para unir dois grupos, designa-se como sinapomórfico (sinapomorfia) como é o caso do carácter "perda de cauda" que une o grupo do Homem com o grupo dos Grandes Macacos (gorila, orangotango e chipanzé).
Esta sinapomorfia distingue o homem e os grandes macacos do grupo parente mais próximo o dos macacos (macaco-aranha). Um grupo definido por um conjunto sinapomórfico (sinapomorfia), estados derivados de caracteres que ocorrem em todos os membros dos grupo é considerado monofilético, ou seja, inclui todos os descendentes de um ancestral comum. Já um grupo que pode ser definido apenas por um conjunto de características plesio e apomórficas é considerado parafilético, e inclui alguns, mas não todos os descendentes de um ancestral comum. Um exemplo disso são as Gimnospermas, que podem ser definidas pela presença de sementes e ausência de características de Angiospermas.
Finalmente, um grupo polifilético é aquele no qual diferentes membros descendem de um diferente ancestral.
Foi Willi Hennig, nascido em Dürrhennersdorf a 20 de abril de 1913, quem desenvolveu as idéias que levariam a criação da cladística, apresentando-as de forma sumária na sua obra "Grundzüge einer der Phylogenetischen Systematik" (1950).
Usada pelos investigadores a mais de 50 anos, somente nos últimos 20 anos, tornou-se popular e utilizada de forma quase universal. A cladística se assenta no princípio fundamental de que os organismos devem ser classificados de acordo com suas relações evolutivas e que a forma de descobrir essas relações é analisando aquilo que se designa como caracteres ancestrais "primitivos" e caracteres derivados "evolutivos".
Ela se diferencia das outras correntes de sistemática por usar apenas caracteres derivados apomórficos (apomorfia) que ocorrem em mais de um grupo, ou seja, estados primitivos de caracteres plesiomórficos (plesiomorfia) não podem ser usados para definir grupos, e caracteres derivados que ocorrem em um único grupo autopomórficos (autopomorfia) não entram na análise.
Uma das dificuldades é identificar qual é efetivamente o estado plesio e apomórfico de um caracter, e isso pode ser feito de duas formas principais: inferindo diretamente, por dados paleontológicos, sobre o estado primitivo, ou usando na análise um "grupo irmão externo" (outgroup), próximos aos grupos estudados entretanto ainda assim claramente distinto deles. A exemplo disso temos as Briófitas poderiam ser usadas como grupo externo em uma análise cladística de Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas. Os caracteres ancestrais são as características dos seres vivos (plantas ou animais) que todos os elementos de um dado grupo possuem. Por exemplo, o caráter 4 membros é ancestral nos mamíferos, os quais herdaram este caráter do seu ancestral comum (possivelmente um protomamífero ou, alternativamente, um réptil semelhante a um mamífero).
No entanto, estes caracteres ancestrais não são úteis na análise das relações dos organismos de um determinado grupo já que, se tentar elaborar uma análise dos mamíferos, esse carácter não nos servirá de nada se procurarmos saber qual espécie se relaciona com qual. Para os biólogos que utilizam a cladística esses caracteres designam-se plesiomórficos (plesiomorfia) e quando esse carácter é partilhado por todos os membros do grupo a que pertencem, designam-se simplesiomórficos (simplesiomorfia). Quanto aos caracteres derivados "evoluidos"etc designam-se (apomorfia) e, se pertencem apenas ao grupo a ser estudado denominam-se autapomorfias. Por exemplo, o caráter obrigatório "bípede"(deslocação sobre dois membros) é uma característica dos hominídeos (homem), que não é partilhada com os demais primatas (macacos), tratando-se de uma autapomorfia. Se, por outro lado, o carácter derivado serve para unir dois grupos, designa-se como sinapomórfico (sinapomorfia) como é o caso do carácter "perda de cauda" que une o grupo do Homem com o grupo dos Grandes Macacos (gorila, orangotango e chipanzé).
Esta sinapomorfia distingue o homem e os grandes macacos do grupo parente mais próximo o dos macacos (macaco-aranha). Um grupo definido por um conjunto sinapomórfico (sinapomorfia), estados derivados de caracteres que ocorrem em todos os membros dos grupo é considerado monofilético, ou seja, inclui todos os descendentes de um ancestral comum. Já um grupo que pode ser definido apenas por um conjunto de características plesio e apomórficas é considerado parafilético, e inclui alguns, mas não todos os descendentes de um ancestral comum. Um exemplo disso são as Gimnospermas, que podem ser definidas pela presença de sementes e ausência de características de Angiospermas.
Finalmente, um grupo polifilético é aquele no qual diferentes membros descendem de um diferente ancestral.
CLADO E CLADOGRAMA
CLADO
Em biologia se chama clado cada um dos ramos da árvore filogenética. Por conseguinte um clado é um grupo de espécies com um ancestral comum.
Qualquer grupo assim considerado é um grupo monofilético de organismos, e podem ser modelados em um cladograma: um diagrama dos organismos em forma de árvore.
O clado forma parte de uma hipótese científica de modelo relacional evolucionário entre os organismos incluídos na análise. Um clado particular pode ser sustentado ou não diante de uma análise subsequente usando um conjunto diferente de dados ou de um modelo distinto de evolução.
Se um clado se mostra robusto em distintas análises cladísticas, usando diferentes conjuntos de dados, pode ser adotado em uma taxonomia e se tornar um táxon. contudo um táxon não é necessariamente um clado. Os répteis por exemplo são um grupo parafilético, porque não incluem aves, as quais possuem um ancestral comum com os répteis. A tendência entretanto é reorganizar os táxons para formar clados.
Charles Darwin mostrou, entre outras coisas, que a evolução vem acompanhada de divergência, de maneira que dadas duas espécies, ambas derivarão de um antepassado comum mais ou menos remoto no tempo. Desde então a taxonomia evolutiva surge como um ideal da classificação biológica de agrupar as espécies por seu grau de parentesco, aproximando as que tem um ancestral comum mais próximo. O estudo do parentesco, análise filogenética ou análise cladística, se realiza agora com ferramentas muito eficazes, como a comparação direta de sequências genéticas. As árvores filogenéticas resumem o que se sabe da história evolutiva e se chamam clados os seus ramos.
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| CLADOGRAMA MOSTRANDO DOIS CLADOS: AZUL E VERMELHO. OS RAMOS VERDES NÃO REPRESENTAM UM CLADO, POIS OS RAMOS EM AZUL TAMBÉM DESCENDEM DALI |
CLADOGRAMA
Um cladograma é um diagrama usado em cladística que mostra as relações ancestrais entre organismos, para representar a árvore da vida evolutiva.
Apesar de terem sido tradicionalmente obtidas principalmente na base de caracteres morfológicos, sequências de DNA e RNA e filogenética computacional, são agora normalmente usados para gerar cladogramas.
As relações evolutivas entre os seres vivos são representadas por diagramas denominados cladogramas (clado = ramo) em que se destacam os pontos onde ocorrem os eventos cladogenéticos e se considera a anagênese como processo que origina as novidades evolutivas.
As relações evolutivas entre os seres vivos são representadas por diagramas denominados cladogramas (clado = ramo) em que se destacam os pontos onde ocorrem os eventos cladogenéticos e se considera a anagênese como processo que origina as novidades evolutivas.
- Anagênese: processo pela qual um caráter surge ou se modifica numa população, ao longo do tempo, sendo responsável pelas novidades evolutivas.
- Cladogênese: processo responsável pela ruptura da coesão inicial numa população, gerando duas ou mais populações que não mais se comunicam.
ENTENDENDO UM CLADOGRAMA
Abaixo temos um cladograma dos vertebrados que os relaciona de acordo com as características que os organismos deste grupo compartilham:
Em um cladograma, a BASE representa um ANCESTRAL comum COMPARTILHADO por todos os vertebrados, como no exemplo acima, e os RAMOS (CLADOS), os DESCENDENTES. Ao lado do cladograma pode ser inserido uma escala do tempo geológico, facilitando assim a visualização do PERÍODO em que o grupo surgiu e, consequentimente, há quantos mil/milhões/bilhões de anos se deu este surgimento.
sábado, 28 de abril de 2012
MONOFILÉTICO PARAFILÉTICO E POLIFILÉTICO
MONOFILÉTICO:
Em cladística, chama-se monofilético a um clado que pode ser um taxon, no sentido da taxonomia de Lineu. De acordo com o conhecimento mais recente sobre as suas características anatômicas e genéticas, inclui todas as espécies derivadas de uma única espécie ancestral, incluindo esse mesmo ancestral.
Exemplo: o agrupamento dos répteis e aves formam um grupo monofilético, porque descendem de um ancestral comum.
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| CLADO DE UM GRUPO MONOFILÉTICO |
PARAFILÉTICO:
Em cladística chama-se parafilético a um táxon que inclui um grupo de descendentes de um ancestral comum, porém não todos eles.
Exemplo: o grupo dos répteis não inclui as aves que apresentam o mesmo ancestral comum. se acrescentar as aves, torna-se um grupo monofilético.
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| CLADO DE UM GRUPO PARAFILÉTICO |
POLIFILÉTICO:
Em filogenética, chama-se polifilético a um grupo que não inclui o ancestral comum de todos os indivíduos. É um grupo monofilético do qual se retirou um grupo parafilético. Em outras palavras, é a reunião de dois ou mais grupos monofiléticos. Pode-se acrescentar que um grupo polifilético é aquele em que seus integrantes possuem vários ancestrais comuns, um em cada grupo.
Enfim é um táxon definido por uma semelhança que não foi herdada de um antepassado comum. Trata-se de um termo da linguagem corrente que designa um conjunto de espécies que apresentam caracteres comuns, mas que agrupam clados de origens variadas, e deste modo, decorrem de uma noção científica invalidada pela análise filogenética ou mesmo clássica.
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| CLADO DE UM GRUPO POLIFILÉTICO |
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CLADO MOSTRANDO OS GRUPOS MONOPARAPOLIFILÉTICOS
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